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Blitze da Lei Seca começam na madrugada deste sábado em Florianópolis

Lei seca em Florianópolis

Blitze da Lei Seca começam na madrugada deste sábado em Florianópolis

Para escapar dos “avisos” sobre os locais das fiscalizações, agentes vão trocar os pontos de barreira durante a madrugada

Em Florianópolis, enfim, o cerco contra quem beber e dirigir vai ficar mais acirrado a partir da madrugada deste sábado. Capitaneadas pela secretaria de Segurança – com apoio da Guarda Municipal, Polícia Militar e Detran – as blitze da Lei Seca serão realizadas nos principais acessos a pontos de concentração de bares e casas noturnas.

E essas fiscalizações devem se tornar frequentes, com previsão para ocorrer todas as semanas, em dias alternados das terças-feiras aos domingos.

— Podemos dizer que, a partir de agora, será aplicada a Lei Seca em Florianópolis — assegura o secretário Raffael de Bona Dutra.

Para escapar dos “avisos” sobre os locais das blitze, que costumam se disseminar pelas redes sociais, as equipes de fiscalização montaram um esquema de atuação estratégica. Haverá várias trocas de locais das barreiras durante a madrugada, a estimativa é de que a equipe permaneça em um mesmo ponto por, no máximo, uma hora.

As fiscalizações fazem parte do projeto Balada Legal, que inclui ações educativas. Nos primeiros dias, antes das blitze, os motorista serão alertados sobre o risco de beber e dirigir e também serão distribuídos bafômetros portáteis nas entradas das casas noturnas – são pequenos equipamentos que mostram se a pessoa ingeriu ou não bebida com álcool.

DIÁRIO CATARINENSE

O lixo que virou luxo

lixo que virou luxo

O lixo que virou luxo

A história de um morador da Casa de Apoio Social que ministra oficinas de arte na AFLODEF

O nome é fictício mas seu trabalho é verdadeiro. Eli hoje tem 49 anos mas passou 30 na rua, percorrendo cidades e fazendo história. Veio de São Vicente (SP) mas conheceu Mato Grosso, Bahia, Goiás, Porto Alegre, até chegar ao município de Florianópolis. Há 9 meses, o grupo de abordagem de rua o achou deitado na rodoviária da cidade. Cansado fisicamente, e de seu passado, ele aceitou o convite e foi para a Casa de Apoio Social, serviço da assistência social que ajuda na ressocialização da população em situação de rua.

Aos 2 anos a irmã de Eli o fez conhecer um dos males que mudaria sua trajetória, colocando bebida alcóolica em sua mamadeira. Aos 15 anos já usava maconha e ganhou a primeira arma de sua vida. De lá pra cá a vida nunca mais foi a mesma. Foi preso diversas vezes onde, na cadeia, aprendeu o trabalho manual que executa e ensina hoje em dia.

Com materiais reciclados, como garrafas de plástico e caixa de leite, Eli usa o talento próprio para refazer o que via nas andanças pelo país. Flores de plástico são suas obras de preferência e que mostram o que o artista já afirmou muitas vezes “tive uma vida torta mas tenho um coração”.

Apesar de sua deficiência, causada por um acidente de carro e que o fez perder metade da perna esquerda, o artesão não desiste. Há aproximadamente um mês, ele firmou uma parceria com a AFLODEF (Associação Florianopolitana de Deficientes Físicos) onde ensina outros participantes da entidade a desenvolver trabalhos. “Hoje ele tem objetivos de vida, uma esperança. Não aperfeiçoa suas técnicas sem perspectivas mas pensando em passar o conhecimento adiante”, contou Neuza Maria Goedert, assistente social e coordenadora da Casa de Apoio.

As oficinas são ministradas de segunda à sexta, das 10h às 12h. Hoje o artista ensina 4 pessoas e para Eli esta é sua realização, um sentido de vida para continuar a lutar contra a dependência química, “sempre quis ser útil para a sociedade e essas pessoas da Casa de Apoio e da AFLODEF me deram essa oportunidade. Agora o lixo virou luxo”, contou.

Antes da despedida, perguntamos ao artista qual era seu sonho, se tinha um plano de vida, e ele confidenciou: “Quero poder um dia juntar pessoas com o mesmo ideal que tenho e buscar quem precisa de ajuda, assim como fizeram comigo. Essa é a minha chance de terminar a minha vida feliz”.

A Casa de Apoio Social ao Morador de Rua fica no Jardim Atlântico, e é um espaço social de acolhimento de pessoas em situação de rua, com vínculos familiares fragilizados ou rompidos. O centro oferece serviços 24 horas como: Cuidados básicos com a higiene pessoal, alimentação, pernoite, acompanhamento de educador social, assistente social, psicológico e de saúde. O encaminhamento deve ser feito através do Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro POP).

Fortaleza de Santo Antônio de Ratones, Florianópolis

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Fortaleza de Santo Antônio de Ratones, Florianópolis

A fortaleza esta localizada na Ilha de Ratones Grande, na Baía Norte. Esta fortaleza configurava como o terceiro vértice do triângulo de fogo idealizado pelo Brigadeiro Silva Paes. Teve o início de sua construção em 1740 e foi concluída em quatro anos.

Seus principais edifícios estão implantados em uma linha de um único terraplano, guarnecidos pela encosta e voltados para o mar. As edificações mais significativas são a Portada, a Fonte D’Água e o Aqueduto. Além de seu expressivo acervo arquitetônico, a Ilha de Ratones Grande apresenta uma paisagem natural exuberante, formada por Floresta Atlântica.

Possui uma trilha destinada à prática do turismo ecológico e educação ambiental, permitindo a integração dos visitante aos ambientes marinhos e de Floresta Atlântica e à fauna associada a este ambiente.

Fonte: Projeto Fortalezas, UFSC

 

Campeche celebra abertura da pesca da tainha

COMORAÇÕES DE ABERTURA DA PESCA DA TAINHA 006

Campeche celebra abertura da pesca da tainha

Dia do Trabalhador é comemorado no barracão dos pescadores na praia do Campeche, comandado por “Seu” Getúlio, nativo que conhece e faz a história no bairro.

Este evento também marca a abertura da temporada de pesca artesanal da tainha no sul da ilha, com mais de cem anos, as festividades, a cada ano vem conseguindo atrair turistas e moradores para as festas. O Rancho da Canoa como é conhecido, oferece aos seus convidados (em torno de 2000 pessoas) para um farto café da manhã comunitário, logo após participam da missa campal, quando se sagra a safra da tainha pelo pároco do bairro. Tudo isto, após a prévia procissão que ao percorrer a av. Pequeno Príncipe segue em direção ao Rancho da Canoa.

A festa tem a participação dos artistas, esportistas, alunos do projeto Rancho da Canoa, que recebem aulas de francês no barracão. A banda Gente da Terra alegra a todos com sua boa música, roda de capoeira. Cabo de guerra, e por fim, uma calorosa queima de fogos.

Por Lucélio Costa Gonçalves

COMORAÇÕES DE ABERTURA DA PESCA DA TAINHA 007

 

Surf catarinense perde um amigo

Alcir de Souza

Surf catarinense perde um amigo

Alcir sofreu um mal súbito enquanto surfava na Praia da Armação e acabou se afogando.

O surfista local da Praia do Matadeiro (Florianópolis), Alcir de Souza, 41 anos, competidor na Fecasurf nos estaduais da década de 1990, integrante da Equipe Catarinense de Surf em 1992, representante do estado no Circuito Brasileiro realizado no Rio de Janeiro e do Intercâmbio Brasil x Eua em 1986, na praia da Joaquina, faleceu nesta segunda-feria, 29 de abril. “Ci”, como era chamado pelos amigos, tinha um surfe de linha, era dono de um cut back de frontside irado e um estilo inconfundível de backside.

“Recebi a notícia em minha casa com muita tristeza, era um grande amigo de todos e uma excelente pessoa”, declarou Fred Leite Presidente da Fecasurf e amigo de Alcir.

Descanse em Paz Amigo!