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Perereca transparente corre risco de extinção

Perereca transparente corre risco de extinção

Perereca transparente corre risco de extinçãoEla tem, apenas, três centímetros de comprimento, mas o tamanho pequenino não impediu o pesquisador Marcelo Morais, do Inpa – Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, de descobri-la. Sabe de quem estamos falando? Da perereca transparente (Hyalinobatrachium crurifasciatum), recém-descoberta em solo brasileiro, na Amazônia, na cidade mato-grossense de Cotriguaçu.

O nome popular da espécie não é à toa. A pele da mais nova perereca descoberta no Brasil é tão transparente que, dependendo da luz do ambiente onde ela se encontra e do local em que está apoiada, é possível enxergar, perfeitamente, seus órgãos internos. Legal, né?

Mas, infelizmente, esse curioso animal, que mal foi descoberto na Amazônia, já corre risco de extinção no nosso país. Sabe por quê? A perereca transparente vive em florestas nativas, às margens de pequenos igarapés – que são um tipo de curso d’água muito comum na Amazônia – e essas áreas são constantemente desmatadas, de forma ilegal, pelo homem para atividades agropecuárias. Com isso, a perereca transparente e tantos outros anfíbios que vivem nesses locais não têm de onde tirar água para sobreviver – e, sobretudo, se reproduzir – e, como consequência, vão desaparecendo da natureza. Muito triste!

E o mais irônico é que uma das principais vítimas da extinção dos anfíbios é o próprio homem, sabia? Isso porque sapos, rãs e pererecas comem, todos os dias, grandes quantidades de insetos – algumas espécies ingerem mais de mil insetos, diariamente -, garantindo o equilíbrio ecológico e o controle de pragas nas regiões em que vivem. Ou seja, quanto mais o homem contribuir para a extinção dos anfíbios no Brasil, mas estaremos sujeitos a enfrentar grandes pragas de insetos.

Por isso, já sabe: quando se deparar com um anfíbio – seja na rua, em um sítio ou no meio do mato -, deixe-o em paz. Afinal, eles ajudam a equilibrar nosso ambiente urbano e rural e contribuem para a nossa qualidade de vida.

Débora Spitzcovsky
Planeta Sustentável

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